quarta-feira, 30 de abril de 2014

Matéria de Capa - Nanotecnologia

segunda-feira, 28 de abril de 2014


Eu sou um eterno parênteses em aberto.
— rio-doce


domingo, 27 de abril de 2014

A vida é igual em toda a parte e o que é necessário é a gente ser a gente!... 
(clarice lispector)

Lindo domingo

O verbo flor é conjugável por quase todas as pessoas 
em certos tempos definidos a saber: 
quase nunca no outono,
 no inverno quase não,
 quase sempre no verão 
e demais na primavera. 
que no coração poderá durar e ser eterna 
quando o coração conjugar: 
quando eu flor,
quando tu flores,
 quando ele flor e você flor, 
quando nós... 
quando todo 
mundo flor!... 

domingo, 13 de abril de 2014

Outono inverno

... hj senti o primeiro frio do ano ...é o inverno recomeçando.
Que tenhamos muito vinho!


Maria, Maria É um dom, uma certa magia, Uma força que nos alerta Uma mulher que merece viver e amar Como outra qualquer do planeta Maria, Maria
A vida é muito bonita,

basta um beijo

e a delicada engrenagem movimenta-se,

uma necessidade cósmica nos protege.
Adélia Prado

domingo, 6 de abril de 2014

Vander Lee Meu Jardim (com letra)




                                          Tô relendo minha lida, minha alma, meus amores
Tô revendo minha vida, minha luta, meus valores
Refazendo minhas forças, minhas fontes, meus favores
Tô regando minhas folhas, minhas faces, minhas flores
Tô limpando minha casa, minha cama, meu quartinho
Tô soprando minha brasa, minha brisa, meu anjinho

Tô bebendo minhas culpas, meu veneno, meu vinho
Escrevendo minhas cartas, meu começo, meu caminho
Estou podando meu jardim
Estou cuidando bem de mim

ZÉ RAMALHO CHÃO DE GIZ

sábado, 29 de março de 2014

"Os encontros mais importantes já foram combinados pelas almas 
antes mesmo que os corpos se vejam."
Que Deus te proteja sempre, que sua caminhada pela paz, 
conhecimento e iluminação seja constantemente renovada.
Um grande beijo
Te amo!

domingo, 23 de março de 2014

Como um dia de domingo...


Dom Hélder Câmara

Silêncio, quanto vale o silêncio?
É tão difícil silenciar, sobretudo diante das injustiças.
Como é difícil silenciar diante da fome e da miséria.
É mais difícil silenciar ainda diante de um crime.

Por isso, a necessidade de se expressar, de denunciar, de ser ativo e falar. Como dói prender no peito algo que precisar ser falado, posto para fora.
Nos meus tempos, durante a ditadura militar, tive que calar, sufocar a voz inúmeras vezes. Houve um momento, porém, que tive que dizer tudo como aconteceu, sem meias palavras. Como é duro ter que se calar diante do erro, mas, em muitas ocasiões, o silêncio é ensurdecedor.
No episódio de Padre Antônio Henrique, não esqueço jamais, o silêncio no cemitério repercute até hoje na memória dos senhores do arbítrio.

É preciso, porém, saber silenciar na vida. Há casos que o melhor remédio, a melhor opção, é calar. O silêncio funciona como algo implacável contra aquele que nos provocou. De incomodado, passamos, por causa o silêncio, a provocar a reflexão do nosso algoz.
Há, portanto, que se ter sabedoria diante dos fatos da vida para saber qual a melhor opção diante daquela situação: calar ou falar.

Particularmente, gosto de falar, todos sabem disso. Se me derem uma boa oportunidade, falo até pelos cotovelos, mas há momentos sagrados, que não profiro uma palavra sequer.
Nos instantes de meditação matinal e de oração, por exemplo, o silêncio é apenas por fora. Por dentro, entramos em ebulição para, pouco a pouco, nos serenar, nos harmonizarmos com o Pai.
Encontrar a palavra certa, a palavra mais adequada para a situação, é fundamental para o equilíbrio. Quem fala demais, erra. Quem fala de menos, omite.
Perdoemos aqueles que não sabem parar de falar.
Estimulemos aqueles que não conseguem se expressar.
Ponto de equilíbrio em tudo, aí reside a sabedoria essencial.
Jesus, o nosso Senhor, diante das injustiças que lhe acusaram publicamente, silenciou. 
Sabia que uma palavra que dissesse serviria contra ele, seria distorcida propositadamente. Seu silêncio naquele momento foi atordoante. Como pode alguém acusado de morte se calar? Aquele silêncio, há dois mil anos, ressoa até hoje.

Deus te dê sempre sabedoria para decidir o que melhor fazer em cada situação da vida.

Fiquemos sempre com Jesus!

Helder Camara

Leia o novo livro de Dom Hélder Câmara.
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ou nas distribuidoras de livros espíritas
Candeia e Boa Nova.

quinta-feira, 13 de março de 2014

Aproveita que é segunda-feira e começa uma nova dieta que tenha todos os bons sentimentos como cardápio principal. O coração cheio de coisas boas erradia bom calor por onde vai e isso é essencial pra ter uma semana de cabeça fria!

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Olhares

Alfred Eisenstaedt, Paris, 1963  
Crianças assistindo história de São Jorge eo dragão no teatro de fantoches nas Tulherias. Revista VIDA. Agarrando! não um livro de imagens, mas exatamente a reação uma história maravilhosa deve começar ♥


quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Eu, por exemplo, gosto do cheiro dos livros. 
Gosto de interromper a leitura num trecho especialmente bonito e encostá-lo contra o peito, fechado, enquanto penso no que foi lido. 
Depois reabro e continuo a viagem. 
Gosto do barulho das páginas sendo folheadas. 
Gosto das marcas de velhice que o livro vai ganhando: 
A lombada descascando, o volume ficando meio 
ondulado com o manuseio. 
Tem gente que diz que uma 
casa sem cortinas é uma casa nua. 
     Eu penso o mesmo de uma casa sem livros.
— Martha Medeiros
 

Registrando


A fé é um exercício pra vida inteira. Muitas e muitas vezes, eu me distancio incrivelmente dela, achando que posso resolver tudo sozinha. Não é raro nessas ocasiões, na verdade é bastante comum, eu me atrapalhar toda num turbilhão de emoções que me drenam a energia e o sorriso.
Mas, toda vez que consigo acessá-la, de novo, tudo se modifica e se amplia na minha paisagem interna. (…) Então, faço o que me cabe e entrego, mesmo quando, por força do hábito, eu ainda dê uma piscadinha pra Deus e lhe diga: “Tomara que as nossas vontades coincidam”. 
Faço o que me cabe e confio que aquilo que acontecer, seja lá o que for, com certeza será o melhor, mesmo que algumas vezes, de cara, eu não consiga entender.
— Ana Jácomo

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

PSICOTERAPIA EM CONJUNTO- Jorge Trevisol

Filosofia e auto-reflexão
 Trevisol abriu o evento cantando, e logo em seguida mergulhou, de maneira bem humorada, nas definições psicológicas e filosóficas que tanto interessavam aos expectadores. “A divisão maior da sociedade não está entre pobres e ricos, mas sim entre os distraídos e os que são atentos aos sinais. Os que estão mais atentos conferem sentido as coisas que acontecem ao seu mundo, se mantém alertas, enquanto os distraídos as vezes simplesmente veem a vida passar, entregam-se demais ao acaso.”, disse, pregando que a autoavaliação é um exercício indispensável para quem busca conhecer a si mesmo.
Andando pelo palco, sem economizar gestos e trejeitos, com seu sotaque no melhor estilo descendente de italianos, o psicoterapeuta orientou o público a observar melhor as pessoas de seu convívio mais próximo. “Quer saber quem você é? observe quem é que vive ao seu lado, quem está sempre com você; analise que livros você lê, que filmes você assiste; isso revela muito sobre sua alma.”
Ele salientou a importância de monitorarmos nossos pensamentos para que possamos viver com equilíbrio. Em síntese, explicou que atraímos aquilo que pensamos. “Pessoas tristes atraem pessoas tristes e duas pessoas tristes as vezes dão muito certo, até que um deixe de ser triste. Isso porque um triste não suporta a felicidade do outro, a felicidade do outro machuca”.


Relação entre casais, e o poder do beijo

Entre os diversos conselhos e ideias repassadas durante a palestra, Jorge Trevisol deu uma explicação a respeito dos indivíduos que vivem em constante conflito. “Com quem você mais briga é com quem você mais se parece; é que você enxerga no outro a parte de você que mais lhe incomoda; casais que brigam muito não se separam, eles se amam, mas ao mesmo tempo estão machucados. Por um lado não conseguem conviver direito, mas por outro não conseguem se afastar, não conseguem ficar longe um do outro.”
Numa relação a dois, é importante que haja certo consenso em relação à irritação, defende Trevisol. “Quando um homem está passando por um momento difícil, com raiva e vontade de brigar, a parceira deve ter compreensão para ouvir aquele monte de reclamações que podem vir. E o mesmo vale para o caso contrário, o homem também deve ser paciente em relação às angústias de sua companheira. O importante é ter um ouvido amigo, que ouça nossas preocupações e que tente nos ajudar mesmo nos momentos de raiva.
Com bom astral, o psicólogo fez o público rir ao trazer a tona, de forma descontraída, problemas corriqueiros e recorrentes na vida de muitas pessoas. “As terapias de casal acontecem, principalmente, quando os casais brigaram tanto dentro de casa que se cansaram da situação, e recorrem a um terapeuta, um terceiro, para decidir quem tem a razão”, brincou, continuando. “Mas quem faz terapia de casal o faz porque ama. A briga de muitos casais ocorre pois carregamos um ódio oculto, um sentimento que  dói e que queremos extravasar para nos livrar. E assim o ódio e o amor muitas vezes andam juntos,  pois a verdadeira antítese do amor é a indiferença, a perda do interesse, quando a vontade de compartilhar em um relacionamento acaba”.
Á nível de curiosidade, o psicoterapeuta citou um estudo realizado nos Estados Unidos, indicando que os casais que se beijam antes de ir para o trabalho, e também quando voltam, têm menos chances de adoecer. “O beijo, neste caso, funciona como um símbolo de proteção, que faz com que deixemos o interior dos nossos lares com mais coragem para encarar os desafios do mundo exterior”.


Doenças da Alma: Depressão, estresse, bipolaridade, etc

Dois dos problemas mais comuns na atualidade, depressão e estresse, também foram abordados. O primeiro foi classificado por Trevisol como síndrome mais comum às mulheres. “É a dor que vai à sutileza da alma, uma característica de quem guarda as coisas, não exterioriza seus problemas. É também um mal de quem não sai de casa, de quem se fecha para o mundo exterior”. Sobre o segundo, ele alertou: “O estresse é doença com tendência masculina, é coisa de quem quer fazer, fazer, fazer; o estressado volta pra casa, mas a cabeça dele parece estar em outro lugar, presa em problemas e preocupações”.
Juntamente com a depressão e o stress, a bipolaridade também entrou em pauta, sendo definida como a doença da moda por Trevisol. “Você entra num consultório terapêutico e vai sair de lá, quase com certeza, tendo esta síndrome diagnosticada.  Na verdade somos todos nós, seres humanos e sensíveis, bipolares, pois a vida não é sempre linear e estável, mas sim uma roda gigante com altos e baixos”.
O palestrante também falou da raiva, que está presente nas nossas vidas em diferentes formas. “A raiva nos é necessária em pequenas doses, para ajudar a manter nossos projetos e para enfrentar os obstáculos. Ansiedade é a mesma coisa, precisamos um pouco dela para estar atentos. 

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Jesse Owens contra Hitler (1936)

Fotografia feita em 1936 durante os Jogos Olímpicos de Berlim.

O atleta norte-americano negro Jesse Owens ganhou quatro medalhas de ouro, contrariando o desejo de Hitler de mostrar a supremacia branca.
Fotografia: Associated Press

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Verissimo

01 de dezembro de 2013 | N° 17631
VERISSIMO
Uuuuuuuuu...
— Vovó, você se lembra da sua primeira vez?
— Primeira vez o quê, minha filha?
— Que fez sexo.
— Uuuuuuuu...
— Faz tanto tempo assim?
— Espera que eu ainda não terminei. Uuuuuuuuuu...
— Foi com quem?
— Um cadete. Ele ia ser mandado para o front no dia seguinte e disse que queria levar com ele a lembrança da nossa última noite juntos. Não pude recusar. Dali a duas semanas, recebi a notícia de que ele tinha morrido.
— Que front era esse, vovó?
— O front. Da guerra. Não me lembro qual delas. Fiquei chocada com a notícia e me internei num convento, onde fiquei pelo resto da vida.
— Vovó, você viveu num convento?
— Não vivi? Espera um pouquinho. Acho que estou misturando as coisas. Isso foi um romance que eu li. Ó, cabeça.
— Então, quem foi o primeiro?
— O primeiro o quê?
— Com quem você fez sexo, vovó.
— Uuuuuuuuu... Deixa ver. Como era o nome dele... Gilbert qualquer coisa. Gilbert Roland!
— Acho que esse era um ator.
— Não, não, não. Era nosso vizinho. Nos encontrávamos no fundo do quintal, sob a goiabeira. Até hoje não posso sentir cheiro de goiaba que me lembro do Gilbert Roland. Foi o primeiro e o único. Nunca mais amei ninguém.
— Vovó. Você casou com o vovô. Teve cinco filhos com o vovô. Você amava o vovô.
— Tudo fingimento.
— E há quanto tempo você não faz sexo?
— Uuuuuuuuuuu...
— Com quem foi a última vez?
— Eu já era viúva. Um dia bateram na porta. Era o Juan Carlos da Espanha. Na época ele ainda era príncipe. Tinha errado de porta, estava procurando não sei quem. Mandei entrar e começamos a conversar. Assuntos gerais. Ele pediu para ver o meu quarto... E aconteceu. Nunca mais nos vimos. Mas ele não deixa de me escrever.
— Vovó, você tem cartas do rei Juan Carlos da Espanha?
— Estão por aí, em algum lugar.
— E são cartas amorosas?

— Uuuuuuuuuuuu...

quinta-feira, 21 de novembro de 2013



“O domingo tá acabando — já é tarde — amanhã a gente começa de novo. Eu me sinto às vezes tão frágil, queria me debruçar em alguém, em alguma coisa. Alguma segurança. Invento estorinhas para mim mesmo, o tempo todo. Me conformo, me dou força. Mas a sensação de estar sozinho não me larga.”
— Caio Fernando Abreu.